quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O Terramoto de 1755



Há 256 anos atrás o terramoto de Lisboa foi sentido por quase toda a Europa e norte de África.
Sendo feriado de Todos os Santos grande parte da população ocorria a igrejas quando, por volta das 9,30 da manhã se dá o grande abalo que em em poucos minutos destruiria o que outrora fora considerado uma das mais maravilhosas capitais do renascimento!



No mais absoluto terror, as gentes que conseguem escapar dirigem-se ora para as zonas altas ora para o rio quando são surpreendidos por um tsunami que destrói toda a zona ribeirinha do Tejo, derrubando não só o  Real Palácio da Ribeira, a recentemente inaugurada Opera do Tejo, várias igrejas e conventos. Todas as riquezas acumuladas no decorrer dos séculos, tudo perdido...



Com a Família Real ausente em Belém, Lisboa contou com o apoio de um ministro recentemente nomeado... Este Sebastião José de Carvalho e Melo que diz que "é preciso enterrar os mortos e cuidar dos vivos", toma todas as providencias necessárias,  nomeia gente para assistir aos aflitos, pune eventuais roubos mandando erguer forcas pela cidade e dizem que passou a viver na sua sege!
Com o decorrer dos tempos e a normalização possível dos factos, Sebastiao José reune esforços para a reconstrução de Lisboa segundo um plano "moderno".



Nascido em Lisboa em 1699 oriundo da baixa nobreza, Sebastião José cursa em Coimbra, casa em Lisboa depois de raptar a noiva e em 1738 é nomeado embaixador em Inglaterra e depois em Viena onde se casará pela segunda vez com alguém membro de uma ilustre família aristocrática austríaca - os Von Daun.



O seu regresso foi mal recebido não só pela sociedade portuguesa pelo facto de, ao casar, ter ascendido socialmente, mas também pelo monarca reinante, D. João V... Porem, com a morte deste em 1750, tudo mudou e D. José I a conselho de sua mãe - também ela austríaca - chama Sebastião José de Carvalho e Melo para ocupar umas das pastas ministrais. Cedo se tornaria no todo poderoso Primeiro Minstro do Reino.



Sempre tido como o "fidalgote da Rua Formosa" pela antiga nobreza do reino, não olhou a meios para modernizar o país a todos níveis possíveis nem que para isso tivesse que destruir instituições ou famílias que se lhe apresentassem como empecilho.
D.José francamente agradado (ou apático) com a governação do seu ministro eleva-o, em 1759, a Conde de O eiras depois da resolução do chamado "Processo dos Távoras" e em 1769 a Marquês de Pombal.



Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal foi, apesar de tudo, umas das figuras chave para o desenvolvimento do país!
Em nome pessoal agradeço-lhe pela Praça do Comercio em Lisboa e pela a sua maravilhosa estátua equestre, tributo ao seu rei D.José I, obra assinada por Machado de Castro.

A minha, foi inspirada pelo retrato do Marquês feito por Van Loo.



Tem algumas figura histórica preferida que gostasse de ter num boneco? Ou seu próprio retrato em trajo de epoca? Fale comigo!

1 comentário:

  1. Olá Boa Tarde;
    Muitos parabéns pelo engenho e arte!
    Gostaria de saber por favor se o boneco alusivo ao marques de pombal está disponível para compra e qual o seu custo.
    Obrigado

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