Foi Deus servido chamar à Santa Glória na era de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil quinhentos e vinte e um , o Augustissimo Senhor D.Manuel o Primeiro de nome, Decimo Quarto Rei de Portugal.
Acabam assim 26 anos de reinado do homem a quem chamaram de "o Venturoso"
Neto de rei, improvável herdeiro ao trono, vê-se acolhido por D. João II (seu primo e cunhado) que o nomeia sucessor após a morte do seu próprio filho. Terá sido desde logo esta a primeira ventura!
Como rei optou por seguir os planos do seu antecessor no que diz respeito as empresas dos chamados descobrimentos. Seguindo alias os planos de D. João II, D. Manuel re-nomeia Vasco da Gama capitão de armada e fa-lo ir em busca das Índias em 1497; em 1500 dá-se o reconhecimento do "achamento dos Brazis" por Pedro Alvares Cabral e as grandes conquistas por nomes como Afonso de Albuquerque e D.Francisco de Almeida fomentando e impulsionando trocas comerciais com todo o mundo conhecido até à longínqua China!
Se D. João II fez de
Portugal uma pátria universal, D.Manuel I consolidou e expandiu o estatuto! A corte de Lisboa atinge novamente a glória dos primeiros Avis e ultrapassa-a com as riquezas das Índias.
D.Manuel tido como o primeiro rei absolutista reuniu em si uma manha digna da também alcunha "rei de escritorio" versus "rei cavaleiro" do antigamente.
Aliada a devoção com o querer firmar cunho próprio D. Manuel cria e recria o país de então. Na capital, em Lisboa, deixa o velho Paço das Alcáçovas e manda construir um novo paço bem perto da ribeira para assim controlar melhor as alfandegas e demais expedições; cria a Casa da Índia que se tornaria a "caixa forte" das riquezas oriundas dos 4 cantos do império, etc. Na então longínqua zona de Belém manda, para espanto da corte, construir um grande mosteiro dedicado à ordem dos frades Jerónimos e a famosa e formosa torre de Belém cujo objectivo seria apenas para controlar eventuais assaltos Tejo acima. Por todo o reino ainda hoje se vem testemunhos do seu querer!
Feliz na sua vida privada casou casado 3 vezes, não se sabendo de casos extraconjugais ou filhos ilegítimos.
Amou apaixonadamente D. Maria sua segunda esposa com quem se deixou retratar em pedra para a posteridade nos portal que no acolhe hoje nos Jerónimos. A esta infanta castelhana deve quase toda a sua prole, mas, já quase no fim da vida, talvez refeito da perda mas sentindo-se solitário na sua viuvez, casa uma terceira vez com a já a prometida para o seu filho Príncipe D. João (facto causador duma ruptura e magoa entre filho e pai ... ) Ainda assim, o rei já idoso e diz-se que com a ajuda dos cheiros da pimenta, produz mais 2 filhos.
Na corte há sempre musica e o rei convida os grandes humanistas para comerem à sua mesa! E se ficou famoso pela embaixada que enviou a Leão X, as suas próprias deslocações pela cidade e reino não eram menos pomposas!
Centralizador e empreendedor, venturoso e vitorioso, D. Manuel morre aos 52 anos de vida e está sepultado no Panteão dos Avis, por si criado, no mosteiro dos Jerónimos em Lisboa.
Mais uma efígie real :)
Baseando-me, como sempre, em iconografia da época do retratado (porem não portuguesa (sempre parca) debrucei-me com particular interesse e gozo pessoal no que se chamava, naqueles tempos, "barrete" e em uns sapatos quiçá ... extravagantes, mas fidedignos !
Tem uma personalidade histórica que gostaria de ter retratado? Quem sabe você mesmo! Fale comigo!









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